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Redes e infraestrutura · 12 de agosto de 2026

Portas TCP e UDP comuns: serviços, protocolos e usos

HTTP 80, HTTPS 443, SSH 22, DNS 53 e outras portas comuns, com protocolo, uso e contexto para interpretar a tabela.

Itens
28
Colunas
5
Atualização
ago. de 2026
Painel com portas de rede TCP e UDP

Tabela interativa

Pesquise, filtre e ordene

Use a busca e os filtros para reduzir a tabela. Se preferir, oculte as colunas que não são necessárias para a consulta.

28 itens visíveis

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20 · FTP dados 20TCPFTP dadosTransferência de arquivos (canal de dados)
21 · FTP controle 21TCPFTP controleControle da sessão FTP
22 · SSH 22TCPSSHAcesso remoto seguro
23 · Telnet 23TCPTelnetAcesso remoto legado (inseguro)
25 · SMTP 25TCPSMTPEnvio de e-mail entre servidores
53 · DNS 53TCP/UDPDNSResolução de nomes
67 · DHCP servidor 67UDPDHCP servidorAtribuição de endereço IP
68 · DHCP cliente 68UDPDHCP clienteCliente de configuração IP
80 · HTTP 80TCPHTTPWeb sem criptografia
110 · POP3 110TCPPOP3Recebimento de e-mail
123 · NTP 123UDPNTPSincronização de relógio
143 · IMAP 143TCPIMAPAcesso a caixas de e-mail
161 · SNMP 161UDPSNMPMonitoramento de rede
443 · HTTPS 443TCPHTTPSWeb com TLS
465 · SMTPS 465TCPSMTPSEnvio de e-mail com TLS implícito
587 · SMTP submission 587TCPSMTP submissionEnvio autenticado de e-mail
993 · IMAPS 993TCPIMAPSIMAP com TLS
995 · POP3S 995TCPPOP3SPOP3 com TLS
1433 · Microsoft SQL Server 1433TCPMicrosoft SQL ServerBanco de dados SQL Server
1521 · Oracle 1521TCPOracleBanco de dados Oracle
3306 · MySQL/MariaDB 3306TCPMySQL/MariaDBBanco de dados MySQL
3389 · RDP 3389TCPRDPÁrea de trabalho remota Windows
5432 · PostgreSQL 5432TCPPostgreSQLBanco de dados PostgreSQL
5900 · VNC 5900TCPVNCControle remoto de interface gráfica
6379 · Redis 6379TCPRedisCache e estrutura em memória
8080 · HTTP alternativo 8080TCPHTTP alternativoProxies e apps web em desenvolvimento
8443 · HTTPS alternativo 8443TCPHTTPS alternativoHTTPS em porta alternativa
27017 · MongoDB 27017TCPMongoDBBanco de dados MongoDB

O que esta tabela ajuda a resolver

Uma porta é o ponto lógico que permite ao sistema entregar uma conexão ou um datagrama ao serviço certo dentro de um endereço IP. Quando alguém menciona a porta 443, normalmente está falando de HTTPS; 22 costuma indicar SSH; 53 aparece nas consultas DNS. A tabela reúne esses atalhos recorrentes para quem precisa ler um log, configurar um ambiente ou entender uma regra de rede.

O número, porém, é só parte da história. Para interpretar um acesso, confira também o protocolo, o endereço de destino e o serviço que foi configurado naquele servidor. Uma porta aberta não explica, por si só, quem está usando o processo nem se o serviço está disponível para toda a internet.

TCP e UDP: o mesmo número pode ter dois usos

TCP e UDP mantêm espaços de portas separados. Por isso o mesmo número pode aparecer nos dois protocolos sem conflito. O DNS é o exemplo mais conhecido: a porta 53 costuma trabalhar com UDP nas consultas comuns, mas também usa TCP em situações que exigem uma troca diferente de dados.

Na tabela, filtre pelo protocolo antes de tomar uma decisão. Uma regra para 53/UDP não é automaticamente uma regra para 53/TCP. Da mesma forma, uma aplicação que escuta em 8080/TCP não ganha qualquer relação com uma aplicação que use 8080 em UDP.

As três faixas de portas

A IANA mantém o registro de nomes de serviço e números de porta. Ele organiza a numeração em três faixas que ajudam a situar o que aparece em uma configuração:

  • 0 a 1023: portas bem conhecidas, associadas historicamente a serviços como HTTP, HTTPS, SSH, SMTP e DNS.
  • 1024 a 49151: portas de usuário ou registradas, onde aparecem muitos produtos e protocolos de aplicação.
  • 49152 a 65535: portas dinâmicas ou privadas, que a IANA não atribui a um serviço específico.

Essas faixas não são uma lista de permissões. Elas apenas descrevem como a numeração é organizada. Um serviço pode ser configurado em outra porta; por isso, a porta padrão é um ponto de partida para investigação, não uma garantia sobre a instalação encontrada.

Como procurar uma porta sem confundir serviço e configuração

Comece pelo número quando ele aparece em um erro, uma URL ou uma regra de firewall. Em seguida, confira a coluna de protocolo e veja o serviço que costuma usar aquela combinação. Se a dúvida parte do produto, pesquise pelo nome: MySQL/MariaDB, PostgreSQL, Redis e MongoDB aparecem em linhas próprias para evitar que os bancos de dados virem uma coleção de números soltos.

Em desenvolvimento local, uma falha de inicialização pode significar apenas que outro processo já está escutando na mesma combinação de endereço, protocolo e porta. Antes de trocar o número aleatoriamente, identifique o processo em uso e decida qual aplicação deve manter aquela porta. Isso preserva links, documentação e integrações que esperam um endereço conhecido.

Porta padrão não é identidade do serviço

É comum associar 80 a HTTP e 443 a HTTPS, mas administradores podem alterar a porta de um serviço. Também é possível usar proxy, redirecionamento ou mais de uma aplicação atrás do mesmo endereço. A tabela mostra convenções úteis; a confirmação vem da configuração, da documentação do sistema e do comportamento observado na conexão.

Essa diferença importa especialmente em relatórios e inventários. Anotar 3306/TCP como porta comum do MySQL ajuda a reconhecer um padrão, mas não prova que cada host com 3306 aberto esteja executando a mesma versão, a mesma base ou qualquer instância acessível externamente.

Exposição de portas: o que vale revisar

Serviços de administração remota e bancos de dados merecem contexto antes de serem liberados em uma rede. SSH, RDP, VNC, MySQL, PostgreSQL, Redis e MongoDB têm usos legítimos, mas não precisam estar expostos para além do público que realmente depende deles. A regra mais segura é liberar o mínimo necessário, manter autenticação adequada e revisar o serviço que está escutando.

Para uma página web, 80 e 443 podem fazer parte da entrega pública. Para uma base de dados, a mesma decisão raramente é automática. Trate a lista como uma referência para levantar a pergunta certa: quem precisa alcançar esta porta, de onde e para qual tarefa?

Situações em que a tabela economiza tempo

  • Ler um endereço como https://exemplo.com:8443 e entender que ele usa HTTPS em uma porta alternativa.
  • Separar problemas de DNS, HTTP e acesso remoto ao revisar logs ou mensagens de erro.
  • Conferir a porta padrão de um banco local antes de conectar uma ferramenta de desenvolvimento.
  • Montar uma documentação de ambiente sem depender da memória de quem configurou o servidor.

Perguntas frequentes

Qual é a porta do HTTPS?

A porta padrão do HTTPS é 443/TCP. Sites podem usar outra porta, como 8443, quando a configuração do servidor pede uma alternativa.

DNS usa TCP ou UDP?

Os dois. A porta 53 existe para TCP e UDP; o protocolo correto depende do tipo de troca entre cliente, resolvedor e servidor de nomes.

Posso usar uma porta alta em desenvolvimento?

Sim. Portas dinâmicas ou privadas não são atribuídas pela IANA a um serviço específico, mas ainda é preciso evitar colisão com processos já em execução e registrar a escolha no projeto.